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terça-feira, 29 de julho de 2008

A sopa de "inhame"


Sopa é uma das pouquíssimas coisas que sei cozinhar. Acho que eu seria capaz de comer sopa todos os dias, da mesma forma que fazemos com arroz e feijão. Eu adoro sopas! A que eu faço costumo chamar de sopa de legumes, embora inclua, majoritariamente, tubérculos em sua composição. Já me disseram que inhame fica muito bom numa sopa. Oportunamente, lembrei-me disso dias atrás, quando estava fazendo compras no mercado. Eu nunca tinha visto um inhame, então, procurei pelo nome. Um dos balcões de verduras possuía uma divisão com uma etiqueta dizendo “inhame”. Levei apenas um (de bom tamanho) para experimentar. Em casa, planejei fazer uma sopa com “inhame” e mais nenhuma outra hortaliça, evidenciando, assim, o sabor. Ao descascá-lo, senti um cheiro que me lembrou gengibre. Perguntei-me se, taxonomicamente, o inhame e o gengibre compartilhariam um mesmo ramo hierárquico. Eu não sabia a resposta para essa pergunta, mas não podia ignorar a similaridade do cheiro. Diante disso, decidi reduzir a quantidade de “inhame” pela metade e acrescentar algumas batatas para suavizar o sabor. Então, coloquei primeiro as batatas e o “inhame” para cozinhar. Não cronometrei, entretanto receio que tenha deixado no fogo por 40 minutos: eu queria o “inhame” e as batatas bem macios. Precisei acrescentar mais água à panela para compensar a que se perdia na ebulição. Conforme aprendemos, a matéria no estado gasoso tem forma e volume variáveis, tendendo a ocupar todo o espaço disponível de onde está contida. Amparado pela física, aquele vapor descongestionante que saía da panela fez da minha cozinha uma espécie de sala de inalação. O “inhame” ainda não estava tão macio quanto as batatas, mas eu já não agüentava esperar mais. Sendo assim, coloquei o macarrão e aguardei somente o tempo necessário para cozinhá-lo antes de devorar meu monstro gastronômico. Entretanto não consegui comer tanto quanto gostaria. A coriza e o desconforto em meu paladar, causados pelo picante sabor da sopa, foram mais fortes que minha voracidade.
Dias depois, eu conversava com o pessoal do trabalho a respeito de comida e contei-lhes sobre minha última sopa. Eu tinha o intuito de trocar experiências e descobrir se aquele sabor era normal ou se eu havia cometido algum erro (quem sabe, no modo de preparo). Eles me perguntaram como era esse “inhame” e eu o descrevi de acordo com a foto aqui apresentada, a qual ilustra uma porção equivalente à utilizada na receita. Então, eles me advertiram que, muito provavelmente, eu comprara gengibre, não inhame. Isso (e não uma eventual semelhança botânica) explicaria o gosto e o cheiro de gengibre. Considerei o assunto como encerrado e concludente quando mostrei ao meu irmão, formado em Biologia, o restante do ingrediente marcante utilizado na sopa. Era, deveras, gengibre!
Isso me faz lembrar um episódio do Chaves, onde ele vende sucos. O meu caso, no entanto, trata de uma sopa de batatas que parece de inhame, mas tem sabor de gengibre.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Recordes

Em casa há pouca louça e poucos talheres, até porque, moro sozinho. Após uma refeição, raramente lavo a louça. Sabe como é: dá uma preguiça depois de comer... Além do mais, dizem que não é bom fazer atividades físicas após as refeições. Então, na maioria das vezes, deixo a louça na pia, lavando-a somente antes da próxima vez em que eu precisar dela. Em se tratando de panelas, especificamente, deixo-as com água e detergente para facilitar a limpeza. Isso dilui a sujeira e diminui o meu esforço (acho espetacular quando consigo fazer com que a ação do tempo trabalhe para mim).

Na semana passada eu bati um recorde pessoal: o maior tempo em que deixei a louça suja. Eu não gosto de me gabar, mas devo admitir que foi fácil bater esse recorde, pois estive trabalhando fora de São Paulo por algumas semanas. Sendo assim, a louça permaneceu intocada sobre a pia entre os dias 28/Mar e 07/Mai, totalizando 40 dias! Mas, não se preocupe: nesse caso, eu não deixei as panelas com água e, logo, não posso ser considerado como um hospedeiro do vírus da dengue, tampouco necessito ser posto em quarentena.

E há outro recorde prestes a ser concretizado. Desde 28/Fev, meu apartamento não passa por uma faxina. Portanto, são 74 dias (e contando)!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O nascimento de uma neurose

Ontem, ao sair do trabalho, eu conversava com o Ralph sobre o incidente da panela. Apesar do tom jocoso da conversa, ele falou sobre o risco envolvido nesse momento de desatenção, enumerando algumas formas de incendiar o apartamento.
Chegando em casa, apenas por precaução, abri cuidadosamente a porta e, com as luzes apagadas verifiquei o fogão: tudo apagado! "Ah, o aconchego do lar", pensei. Fui guardar minhas coisas e vi, no meio da bagunça, um comunicado que havia sido entregue dias atrás. Falava sobre a proibição do uso de bujões de gás, tendo em vista a ameaça que eles representam para o condomínio.
Há homens de bem pensando na tranqüilidade e bem-estar alheios, tentando se antecipar ao perigo... mas nunca é o suficiente! Tentam me proteger das adversidades, mas eu faço parte delas!
Hoje pela manhã, antes de deixar o apartamento, examinei duas vezes o fogão: alguém tem de cuidar da segurança!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Curiosidade científica

O que acontece se você deixar uma panela de politetrafluoretileno (mais conhecida por Teflon) vazia em fogo brando por aproximadamente 12 horas? Reposta: ela esquenta. E nada mais!
Como na maioria das vezes, ontem de manhã eu tomei café em casa. Esquentei o leite e coloquei-o na caneca. Em seguida, passei uma água na panela e, como a pia estava cheia, deixei-a sobre o fogão. Só notei que o fogo ainda estava aceso quando voltei para casa, à noite (sim, a escuridão me ajudou a ver a chama). No próximo mês, quando eu receber a conta de gás, talvez eu volte a falar sobre esse experimento. Será que o INMETRO faz esse teste nas panelas?
Isso me faz lembrar uma música:

Watch out
You might get what you're after
Cool babies
Strange but not a stranger
I'm an ordinary guy
Burning down the house

Bem que o Ronaldinho sempre me achou parecido com o David Byrne.
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